Longevidade e Mercado de Trabalho

Nas 500 maiores empresas brasileiras apenas 6% dos funcionários estão acima de 55 anos , segundo o senso realizado pelo instituto Etos  em 2016.

E esse capital intelectual que deveria estar sendo investido pelas empresas? É muita experiência desperdiçada.

 

Por outro lado, esse capital está sendo investido em outras áreas, como empreendedorismo, e não sendo melhor utilizado nas grandes organizações,  porque o fenômeno da longevidade já é realidade no Brasil. Estamos vivendo mais e melhor e nos mantendo ativos por mais tempo, por opção, não necessariamente por necessidade, porque, o trabalho é além de fonte de renda um canal de pertencimento, relacionamentos e realização pessoal.

 

O Brasil precisa estar mais atento à essas demandas, pois identificamos que fora do Brasil outros países estão bem adiantados no trato da senioridade/longevidade. Um exemplo recente , em Portugal “O programa Empreender 45-60” tem previsto a identificação de modelos de apoio ao empreendedorismo sênior, disseminando boas práticas internacionais passíveis de serem adaptadas à realidade do pais.

 

Um fator importante, que sempre menciono, é a importância da qualificação. Todas essa iniciativas, são focadas em profissionais altamente qualificados, pois a adaptação às novas tecnologias, modelos de negócios e relações de trabalho, autonomia, comprometimento, responsabilidade e manter-se ativo e atualizado.

 
Os programas que tratam sobre diversidade, nas organizações, estão insensíveis a questão da senioridade. Há preocupação com questões de diversidade de gênero, etnia, orientação religiosa, grupos minoritários, mas não incluem os seniores!
 

Matéria redigida com o apoio de Juliana Acquarone, Diretora da Mercado Sênior, Consultora especialista em Longevidade e Marketing focada no mercado sênior .

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