Postado por Adriana Gomes em 24 de julho de 2013 | Mercado de Trabalho

Números mágicos

Adriana Gomes

 Esqueça os ‘três passos para o sucesso’. Gerir a carreira é uma maratona que exige reflexão constante

Há milhares de livros com receitas mágicas para atingir o sucesso profissional: são três passos para alcançar qualquer coisa. Note que não podem ser muitos passos –propõe-se até dez, no máximo, ou o processo já vira uma caminhada, e o que o mercado quer são soluções rápidas. Entretanto, não há receita que funcione para todos.

Aliás, são as frustrações com a não realização de tais “passos” que levam muita gente a rever sua trajetória profissional.

Gerir a carreira é um processo contínuo: está mais para maratona. Exige autoconhecimento, que também é um processo que deve ser empregado para sempre. Reflexões contínuas, autopercepção, pedidos de avaliações dos chefes e trabalhos com psicólogos, mentores e “coaches” também ajudam nesse processo.

A natureza das oportunidades se transforma do mesmo modo que nós mudamos em relação às nossas experiências. Há executivos que praticam hoje atividades que não aprenderam na faculdade ou em cursos de atualização. Simplesmente porque o mundo muda em um ritmo mais acelerado do que a capacidade das instituições de ensino de criar cursos.

Aprende-se no dia a dia do trabalho, por meio das situações e problemas que surgem. Assim, nos desenvolvemos enquanto trabalhamos e por meio do interesse em buscar atualizações.

Você deve prestar atenção ao que faz e aos sentimentos em relação ao que faz (a atividade) e onde faz (a empresa, o ambiente, o clima organizacional).

Pense se a relação com seu superior é produtiva, se o clima com os colegas é colaborativo, se você percebe que está aprendendo. A soma dessas percepções e outras como reconhecimento e sentimento de ser importante para um grupo faz com que se tenha a sensação de realização.

O sucesso é uma percepção pessoal e não uma definição midiática. Trata-se de uma busca e isso implica tirar o melhor proveito das experiências, refletir e, novamente, escolher -e assim continuamente. Acreditar em modelos numéricos para ter uma carreira significativa é atalho que pode custar muito caro.

DivulgaçãoAdriana Gomes é mestre em psicologia social e do trabalho, coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM e fundadora do site www.vidaecarreira.com.br. Escreve aos domingos, a cada duas semanas, no caderno ‘Negócios, Empregos e Carreiras’.http://www1.folha.uol.com.br/colunas/adrianagomes/2013/07/1314737-numeros-magicos.shtml

 

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