Postado por Adriana Gomes em 17 de fevereiro de 2014 | Mercado de Trabalho

A Maré Pode Baixar

Fazendo um exercício de cenário: já imaginou se o nosso mercado de trabalho ultrapassar o patamar de desocupação de 7,4%? Esse índice é o resultado da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua) do mês passado.
Isso corresponde a um contingente de 7,3 milhões de pessoas desocupadas de abril a junho de 2013, segundo dados do IBGE.
Não daria para ficar feliz. Obviamente não seria uma boa notícia, pois já estamos acima da média mundial de desocupação, que é de 6,2%.
Os números acima preocupam governos do mundo inteiro e por aqui, 7,4% é percebido como não preocupante. Mas é!
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) afirma que o “déficit mundial” de empregos relacionado à crise continua aumentando desde 2008 e totalizava, no ano passado, 62 milhões entre novos desempregados, “desencorajados” (que simplesmente desistiram de procurar uma vaga) e 7 milhões de inativos (que nem mesmo chegaram a procurar um trabalho).
Nossa indústria, de modo geral, está cambaleando, o consumo incentivado pelo governo já dá sinais de esgotamento e as dívidas públicas estão aumentando.
Esse aumento de índices de desocupação pode representar um problema para você e para seu emprego? Caso a nossa economia não cresça tanto quanto nossos governantes estimam (o que já aconteceu algumas vezes no passado recente), qual seria o seu plano para garantir sua empregabilidade e seu trabalho? O que você faria para se manter ativo profissionalmente e empregável?
Provavelmente, se você lê esta coluna com frequência é alguém interessado na gestão da sua carreira e atento ao cenário macroeconômico.
Planejar é sempre melhor do que entrar em pânico ou ser pego desprevenido quando o assunto é seu trabalho e sua carreira.
Tudo isso impacta no seu trabalho a curto ou médio prazo. Quais são seus diferenciais e por que você seria a pessoa a permanecer no seu trabalho? Vale a pena cuidar da sua qualificação, da sua reputação, dos seus relacionamentos e estabelecer metas para consolidar sua reserva financeira para tempos difíceis. Esses serão os pilares de grande utilidade  para aqueles que já que já percebem que a maré começa a baixar por aqui.
Adriana Gomes
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/adrianagomes/2014/02/1412566-a-mare-pode-baixar.shtml

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