Postado por Adriana Gomes em 23 de agosto de 2018 | Desenvolvimento de Competências / Dicas / Mercado de Trabalho / Tendências

Oportunidade à vista: Indústria 4.0


A indústria brasileira enfrenta o desafio de aumentar sua competitividade no cenário global impactado pela 4ª Revolução Industrial. Segundo os dados mais recentes da CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que identifica no que os profissionais trabalham, existem hoje 2.558 ocupações no país e estão surgindo novas, em função da indústria 4.0.

Esse conceito, 4.0 está relacionado às chamadas fábricas inteligentes, da quarta revolução industrial, determinada pelas tecnologias digitais, como internet das coisas, big data e inteligência artificial. O ministro do Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge, estima que a indústria 4.0 poderá impactar em 28% no Produto Interno Bruto (PIB) até 2030.
No Brasil, instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), responsável pela formação profissional, confirma a tendência dessa revolução. Segundo o Ministro esse impacto se dará por conta de:

• editais para startups
• redução de impostos para a importação de robôs colaborativos que a Câmara de Comercio Exterior (Camex) reduziu de 14% para 0%, para que as indústrias possam fazer a modernização de seu parque fabril
• além de financiamentos, como do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e bancos regionais que estão com taxas mais atrativas para a modernização das indústrias nacionais.


As novas profissões, segundo pesquisa do SENAI foram identificadas em oito áreas que o estudo e considera aquelas que serão mais impactadas pelas novas tecnologias relacionadas à indústria 4.0:

• setor automotivo
• alimentos e bebidas
• construção civil
• têxtil e vestuário
• tecnologias da informação e comunicação
• máquinas e ferramentas
• química e petroquímica
• petróleo e gás.


Entre essas profissões estão as de:
• mecânico de veículos híbridos e mecânico de telemetria (automotivo);
• técnico em impressão de alimentos (alimentos e bebidas);
• técnico em automação predial (construção civil);
• engenheiro em fibras têxteis (têxtil e vestuário);
• engenheiro de cibersegurança
• especialista em big data (tecnologia da informação);
• projetista para tecnologias 3D (máquinas e ferramentas);
• técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos (química e petroquímica);
• e especialista para recuperação avançada de petróleo (petróleo e gás).

O trabalho do Senai destaca que o potencial transformador é maior em alguns setores, entre eles o automotivo. A explicação está no desenvolvimento de tecnologias como a dos carros híbridos e a evolução de ferramentas veiculares como os computadores de bordo, cada vez mais utilizados pelos fabricantes como um atrativo de vendas e comodismo para o motorista. A expectativa é que tecnologias como robótica colaborativa e comunicação entre máquinas por meio da internet das coisas impactem tanto as etapas de concepção quanto as de produção da área automotiva. O Senai projetou que, nos próximos dez anos, 31% a 50% das empresas do segmento demandem profissionais com esta especialização.

É preciso ser qualificado

Outro setor que está no centro da quarta revolução industrial é o de tecnologias de informação e comunicação. A segurança no mundo digital tem recebido atenção especial em todo o mundo, principalmente, quando se trata de redes sociais e armazenamento de informações estratégicas em nuvem. Segundo o Senai, esta tem sido apontada como uma das maiores preocupações dos empresários. E isso acende uma luz na formações como a de engenheiro de cibersegurança e analista de segurança e defesa digital.

As tendências profissionais do setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) transpassam setores econômicos e refletem em mudanças e necessidades de aperfeiçoamentos de profissionais que atuam neste segmento em qualquer área. Além de apontar profissões já presentes do mercado, como as de técnico em desenvolvimento de sistemas e técnico em redes de computadores, o levantamento destaca novas atividades como a de analista de internet das coisas (IoT), com uma tendência de aumento da demanda por esses profissionais em torno de 11% a 30% nos próximos dez anos.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-07/estudo-aponta-30-profissoes-que-estao-surgindo-com-industria-40
http://www.portaldaindustria.com.br/senai/canais/edital-de-inovacao-para-industria/

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