Postado por Adriana Gomes em 3 de setembro de 2015 | Carreira e Educação

A vida em beta pede um sujeito transformador

Adriana Gomes fala sobre a importância de sermos um sujeito transformador para sobrevivermos às diversas transformações que nossa vida sofre

A professora e coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM-SP (Pós-Graduação), Adriana Gomes, falou para uma plateia lotada, com mais de 160 pessoas, em um dos auditórios do CONARH, Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, organizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), em 19 de agosto.

Seu tema central girou em torno da formação de profissionais transformadores.

O mercado quer profissionais proativos, que solucionem problemas, que trabalhem em equipe e que tenham boa comunicação oral e escrita, mas quando os contratam, não deixam eles agirem e trazerem suas ideias.

Adriana ainda ressaltou que as empresas desejam cada vez mais profissionais multicompetentes, com superformação, multiculturais, inovadores, que pensem digital e transdisciplinarmente, sejam autoadministradores, empreendedores e que tenham competências emocionais.

A plateia atenta parecia concordar com tudo balançando a cabeça de modo afirmativo.

Adriana contou sobre a mudança que a ESPM está trazendo ao introduzir as metodologias ativas nas salas de aula.

Manter a atenção do aluno em sala de aula não é fácil. Queremos que ele seja o centro no processo de conhecimento.

O aluno transformador é o questionador. Essa atitude é que ele deve levar para dentro da empresa e para a sociedade, enfatizou.

Para ela, o olhar crítico para o funcionamento da sociedade é a marca do questionador, mas, muitas vezes, há talentos desperdiçados por conta disso nas organizações.

As empresas o perdem porque não abrem espaço pra ele. Quando você dá condições para que as pessoas se desenvolvam, elas se envolvem, largam o celular e participam do processo de transformação.

Para Adriana, vivemos em beta, ou seja, em período de experimentação. A nossa vida está em constante processo de transformação.

Nada é estável, assim é a vida. E nós vivemos neste tempo. Tempo em que o estável e o permanente são uma ilusão. Precisamos aprender a lidar com a incerteza e o novo, colocou e afirmou que, no processo, o professor deve ser um mediador entre os seus conhecimentos e os do estudante.

O papel do professor, hoje, deve ser o de falar muito menos e ouvir muito mais. Isso exige mais do que ensinar, exige a certeza de que o aluno sairá com o conhecimento.

E isso também vale para o líder, que precisa escutar o que a equipe está dizendo.

A professora contou para a plateia que percebe em sala de aula a ausência de momentos os quais as pessoas sejam ouvidas e perguntou: Como você vai estimular as pessoas a trazerem ideias novas se o líder não as escuta?

Para Adriana, não é o mundo que muda, não é a empresa que muda, mas sim o estudante e o profissional que precisam mudar em relação ao todo.

Ao expor a metodologia ativa de aprendizagem PBL – Problem-Based Learning –, uma das mais utilizadas pelos professores da ESPM, Adriana comentou que, na medida em que o profissional vai se tornando mais experiente, tende a ficar pretencioso.

Achamos que sabemos tudo, só que não, brincou. Um dos projetos desenvolvidos por alunos da pós-graduação que encantou a plateia foi o desenvolvimento de um aplicativo que ajuda a gerenciar a carreira.

Esse aplicativo foi resultado de um projeto que nasceu de aulas em que foram aplicadas as metodologias ativas. Percebemos que o fator que mais interfere na produção de bons projetos é a motivação. Passamos um problema complicado, mas não insolúvel, nem muito simples para não desmotivar, e os alunos criam soluções fantásticas.

A motivação é interior. Somente motivado o indivíduo consegue mudar a si próprio e, só então, ele é transformador, assim terminou Adriana sua palestra, muito aplaudida pela plateia.

A ESPM montou um estande no CONARH e nele foram passados alguns conceitos sobre esse processo de desenvolvimento de habilidades transformadoras.

As pessoas que visitavam o espaço interagiam com uma trilha cheia de desafios, sendo que cada um deles expressava aspectos da formação de um profissional transformador.

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