Postado por Adriana Gomes em 30 de janeiro de 2021 | Artigos / Carreira e Educação / Ensino a Distância / Liderança / Mercado de Trabalho

Empregabilidade: Inovações, Tecnologia e parcerias público-privadas.

Capa edição 120 Out/Nov/Dez 2020

Por Adriana Gomes
para REVISTA ESPM Edição 120 nº out/nov/Dez 2020

A Revolução que o EAD está promovendo na forma de aprender representa não só uma alternativa de ensino em meio a pandemia, mas uma valiosa ferramenta com inúmeras possibilidades a serem exploradas!

 

Ouço em uma propaganda no rádio a seguinte frase: “As atualizações de futuro foram atualizadas”. Preciso concordar, nossas atualizações de futuro foram revistas. Aquilo que parecia fantasia de criança, como trabalhar em casa, por exemplo, é realidade.

As crises servem para isso mesmo, para revermos paradigmas, processos e relações e atualizar, rever e reciclar. Abandonar o que não funciona mais e buscar o novo, o próximo. Jogar fora o que não serve mais e adaptar rapidamente às novas exigências, identificar novas oportunidades. Jogo rápido!

Nesses momentos, prever o futuro significa estar fadado ao fracasso. Eu mesma não arriscaria grandes previsões, pois ainda estamos no meio do olho do furacão e quaisquer previsões, nessa altura, é pura especulação e esse é um cuidado necessário, pois, além de oportunidades, também surgem oportunistas.

O que eu percebi realmente foram tendências que já haviam sido feitas em momento de não crise e que se aceleraram como incremento da indústria 4.0, internet das coisas (IoT). Sem dúvida, os segmentos que mais geraram oportunidades estão relacionados às cadeias de tecnologia, telecomunicações e logística, e esses segmentos ainda vão gerar oportunidades e demandar a criação de novas ocupações, pois se mostrou necessário. As indústrias que perceberam e foram ágeis também se distanciaram da concorrência e ditaram o modus operandi, tanto que vejo segmentos de mercado batendo recordes históricos em meio à pandemia.

Nosso problema enquanto país, num futuro próximo, será menos o desemprego e mais a falta de profissionais qualificados

Mesmo não querendo fazer previsões, minha percepção é de que nosso problema enquanto país, num futuro próximo, será menos o desemprego e mais a falta de profissionais qualificados. Ainda temos problemas estruturais sérios relacionados à educação que vão se acentuar. E ao mesmo tempo que surgem os problemas, surgem as oportunidades. É assim que as empresas com foco em inovação raciocinam. Identificando problemas, as “dores”.

No caso dos empregos, esta é uma cadeia longa, que começa com a educação de base. A solução é complexa, mas para isso é que estamos em plena era da inovação. Além de ser um problema social, também gera severos problemas econômicos. A solução passa por vontade política, incentivos fiscais e tributários, parcerias público-privadas, campanhas de incentivo e valorização das capacitações e a utilização das tecnologias existentes para focar nas necessidades de trabalho e emprego por regiões.

As pessoas sofrem por não encontrarem uma atividade que seja significativa e que seja útil para si e para o mercado. Muitas vezes se formam ou se qualificam em áreas para as quais não há demanda na sua região. Minha sugestão para minimizar parte dos problemas com empregabilidade seria o mapeamento das necessidades profissionais por região.

Manter as pessoas em suas regiões pode ser uma boa opção, e se ficar claro quais são as principais demandas por região, as escolas de ensino técnico, médio e superior podem oferecer cursos e programas de formação que tenham mais aderência com as necessidades e tendências de desenvolvimento local.

Tudo isso poderia ser oferecido por meio de aplicativos, tanto as ofertas de emprego quanto os cursos e programas de formação para essas demandas. O EAD tem sido um recurso muito importante para a educação. Atualmente, temos nove milhões de estudantes matriculados no ensino a distância no Brasil, o que corresponde a um aumento de 17% (dados de 2017/2018). Quem apontou esses dados do crescimento do EAD foi a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) por meio de um estudo divulgado no fim de 2019. Evidentemente, esses números devem ser muito maiores hoje com a pandemia. Desde 2005, quando foi regulamentada a modalidade deensino a distância, nasceram mais de dois mil cursos EAD no país, gerando uma verdadeira revolução nos hábitos de ensino.

O EAD tem sido um recurso essencial para a educação. Atualmente, temos nove milhões de estudantes matriculados no ensino a distância no Brasil

Sempre que os estudantes conseguem pôr em prática os aprendizados de sala de aula, eles se tornam mais relevantes e significativos. Por isso o investimento e novas metodologias interativas de ensino-aprendizagem são mais que necessários. As empresas também poderiam trabalhar em parceria com as escolas locais, visando apoiar o desenvolvimento de currículos que fossem mais práticos. Seria como um “tinder” profissional, digamos assim.

Quanto aos mais seniores, que também precisam se atualizar, pois a longevidade profissional anda colada com a longevidade vital, é fundamental não apenas para inseri-los como também para mantê-los no cenário da empregabilidade. Por isso os programas de reciclagem e letramento digital também seriam de extrema importância, além de incluí-los socialmente nessa nova realidade virtual.

Assim, essas ideias que, embora complexas, não me parecem tão mirabolantes, pois já temos tecnologia para isso, envolveriam muitos atores sociais, muita vontade política e, claro, investimentos.

Essa postura também geraria uma quantidade significativa de oportunidades de emprego nas áreas de tecnologia e educação, com uma gama enorme de profissionais envolvidos em sua cadeia, e certamente parcerias inimagináveis em outros tempos, para essa estrutura funcionar com qualidade. Os impactos sociais e econômicos de ações como essas seriam enormes no curto e médio prazos.

Não é previsão, mas se alguém aí se interessar por essas ideias, pode me chamar para colocarmos em prática!

… atualizações de futuro sendo atualizadas…

Link para acessar o PDF da Matéria na Revista ESPM

http://www.vidaecarreira.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2021/01/Revista-da-ESPM-ED_120-OUT-NOV-DEZ-2020-Adriana-Gomes.pdf


Adriana Gomes

Coordenadora nacional de carreira e mercado na ESPM, psicóloga, pós-graduada e mestre em psicologia social e do trabalho, diretora do site www.vidaecarreira.com.br, autora dos livros Mudança de Carreira e Transformação da Identidade e Tô Perdido! Mudança e Gestão da Carreira

 

Uma resposta para “Empregabilidade: Inovações, Tecnologia e parcerias público-privadas.”

  1. Deivid disse:

    Olá, quer aprender a trabalhar em casa para as maiores empresas do mercado
    sem precisar sair de casa, sem precisar vender nenhum produto, sem precisar aparecer
    e usando apenas o seu computador ou o celular com internet e algumas horas vagas na semana
    saiba mais acessando o link http://bit.ly/aaprofissaodofuturo

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