Postado por Adriana Gomes em 2 de maio de 2013 | Artigos

A soma de dois medos

Duas atitudes que efetivamente podem enterrar a carreira de um profissional são o conformismo e a incapacidade de correr riscos. O primeiro é o comportamento que transforma as pessoas em reféns de si mesmas e do mundo que as cerca. Trata-se de um estado de submissão, consciente ou não, que as torna incapazes de tomar decisões que as coloquem em situação de conflito.

 

Por medo de se expor, o profissional aceita condições, normas e regras nem sempre satisfatórias. Muitas vezes, ele mantém a sua própria opinião, mas assume publicamente a da maioria. A vontade é menor do que o receio. E, com o conformismo instalado, a capacidade de correr riscos simplesmente desaparece.

 

Arriscar-se implica expor novos conceitos e projetos, mas se a pessoa crê que nada pode mudar, que ninguém vai escutar ou que ela pode sofrer retaliações e críticas, suas ideias já nascem mortas, mesmo que sejam boas.

 

Para que alguém progrida profissionalmente, em um mundo altamente exigente e nervoso, essas duas questões devem ser trabalhadas.

 

Você não irá muito adiante se não se arriscar: não estou me referindo a risco de morte, mas, sim, à confiança e à crença de que é possível fazer alguma coisa diferente e melhor em seu trabalho.

 

Tenha coragem de conversar com seus superiores sobre suas ideias e sobre possibilidades de melhorias no seu setor ou ainda sobre sugestões de transferência para uma área pela qual você tem mais interesse. Prospecte trabalho em um segmento que seja mais atraente para você.

 

Não espere por reconhecimento imediato e recompensas. Pense em fazer a diferença, em ser alguém que as pessoas consideram referência.

 

Por meio das redes sociais, temos hoje, mais do que nunca, possibilidades enormes de sermos “escutados”. Por isso, participe de fóruns, escreva suas ideias e compartilhe-as.Essas atitudes podem, no médio prazo, resgatar sua autoestima de maneira produtiva e positiva.

 

Há muitos exemplos de pessoas que conseguiram transformar a própria carreira a partir de atitudes como essas. Mas isso não acontece sem conflitos ou riscos. Muito menos sem persistência.

 

Divulgação

Adriana Gomes é mestre em psicologia social e do trabalho, coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM e fundadora do site www.vidaecarreira.com.br. Escreve aos domingos, a cada duas semanas, no caderno ‘Negócios, Empregos e Carreiras’.

 

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/adrianagomes/1269552-a-soma-de-dois-medos.shtml

3 respostas para “A soma de dois medos”

  1. Andréia Saraiva disse:

    Adriana, tomei conhecimento pela primeira vez da sua pessoa e do seu trabalho na data de ontem (6/6/2018), no programa Panorama e resolvi conhecer o site que deixou no ar (vida e carreira). Confesso que é bem diferente de tudo que tenho lido até aqui, e olha que leio bastante. Você fala com profundidade, conhecimento de causa e com o coração. Sucessos! Continue assim. Linda.☺️

  2. Andréia Saraiva disse:

    Adriana, tomei conhecimento pela primeira vez da sua pessoa e do seu trabalho na data de ontem (6/7/2018), no programa Panorama e resolvi conhecer o site que deixou no ar (vida e carreira). Confesso que é bem diferente de tudo que tenho lido até aqui, e olha que leio bastante. Você fala com profundidade, conhecimento de causa e com o coração. Sucessos! Continue assim. Linda.☺️

  3. Jordana Lamar disse:

    A cada dia percebo a necessidade de arriscar e posicionar perante os desafios… Pior que não acertar sempre é não assumir atitude alguma. São as pequenas atitudes que nos fortalecem e apoiam rumo a uma vida plena e íntegra.

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